#Resenha - Vai que dá certo

A comédia nacional têm surpreendido os espectadores nos últimos tempos, o que se tem visto é um aumento significativo nas bilheterias nacionais, onde muitos filmes bons tem feito grande arrecadação por sua  história engraçada e elenco de primeira (ex: Até que a sorte nos separe / Os penetras), já outros, levam as pessoas apenas pelos nomes de seus principais componentes e no final deixa aquela sensação de traição, permanecendo em exibição apenas pelas cotas de tela impostas aos exibidores. Esse é o caso do filme "Vai que dá certo", comédia nacional que conta com nomes como Danton Mello, Fábio Porchat, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Gregório Duvivier, Felipe Abib e Natália Lage.
Ao ler essa lista de grandes feras da dramaturgia cômica nacional, a compra do ingresso é garantida, assim como eu o fiz. Só que ao começar a exibição já se tem uma impressão de um filme um pouco forçado demais, seu elemento de apresentação nos remete aos jogos de videogames e suas musiquinhas irritantes dos anos oitenta, fase que subentende-se ser a infância dos personagens principais, mas, ao decorrer do filme não se faz nenhuma menção à essa época o que deixa aquela entrada fora de contexto.

Ao rodar da fita você acaba se dando conta da fria que entrou, aqueles atores renomados interpretando papéis pouco engraçados, com sotaques paulistanos forçados (diga-se de passagem os piores são Bruno Mazzeo e Lúcio Mauro Filho), com uma história que não nos surpreende em momento algum e reviravoltas difíceis de acreditar.


Pois bem, o longa conta a história de Rodrigo (Mello), que após deixar a mulher para ficar com os amigos no barzinho após a pelada de Domingo, leva um pé na bunda, vai morar com a mãe, perde seu emprego de pianista de bêbados no barzinho e ainda por cima roubam seu carro, e se vê numa completa M%#@*. Logo lembra que seu primo (Lúcio Mauro Filho) havia lhe oferecido um emprego na transportadora de valores onde trabalhava, o que ele não contava era com a ideia que o primo tivera a muito custo (ideia na qual não tem nenhum sentido). Eles roubariam o dinheiro da transportadora e dividiriam depois do golpe, só iriam precisar de "mais uns 2 ou 3 carinhas". é aí que a história começa a ganhar um pouco de sentido. 

Rodrigo lembra do resto da turma que se encontrava no mesmo perrengue que ele e chama os rapazes para o plano inFALÍVEL. Essa transição se dá sem nenhum esforço nem inteligencia na história, o que te deixa com a sensação de ter perdido alguma coisa. Enfim, o plano dá super errado e o grupo quase se dá mal em diversas ocasiões, muito por causa das trapalhadas sem sentido nenhum, forçando a inteligencia do público espectador. Não vou dizer que não ri no filme, mas, minhas risadas eram provenientes de cenas pouco significativas como no roubo do carro de Rodrigo ou as cenas de Gregório Duvivier.

O caminho que o filme vai levando deixa o público cansado e muitas vezes sonolento, as trapalhadas sem noção de Fábio Porchat são eficientes, mas não eficazes. Lúcio Mauro faz uma ponta até que interessante como oficial gagá que espanta os bandidos com medo que roubem sua tv, Bruno Mazzeo aparece em momentos sem muita efetividade chegando ao ponto de esquecermos de sua presença no filme.  

No meu ponto de vista, "Vai que dá certo" passou longe (e muito) de ser um filme no qual o espectador se impressiona com o nível endorfina gerado pela exibição, deixa a desejar em vários aspectos e uma história que parece ter sido executada ao pé da letra do título do longa. Conta com grandes nomes, porém com pouca história, pode se definir como um tributo mal feito aos majestosos trapalhões. 

Avaliação: 3,0  

Por: Guilherme Freires