Vimos nos ultimos dias um verdadeiro bombardeio de notícias relacionadas à estréia dessa comédia nacional, muito pela iniciativa do apresentador e comediante Danilo Gentili. Sucesso na tv aberta, Gentili se esforçou (por seu programa e pelas redes sociais) para que esse filme fosse sucesso sem ao menos ser exibido e pelo visto o marketing deu muito certo.
A história dirigida pelo também estreante Pedro Amorim conta a vida de um família não convencional, Deco (Bruno Gagliasso) Zoé (Leandra Leal) e Guto, um cãozinho que possui uma doença rara, a narcolepsia canina, responsável por deixá-lo em estado de sonolência toda vez que fica "animado".
Pois bem, após dois anos juntos, Zoé se separa de Deco e leva consigo o sonolento Guto (o melhor personagem do filme se não fosse por Danilo Gentili) deixando Deco num profundo estado de depressão. Com sua mãe viajando pelo mundo e se sentindo sozinho, Deco descobre que Zoé seguiu em frente e está namorando um antigo professor de balé aquático que também é um empresário bem sucedido no ramo dos pet´s. Baseado em tudo isso, se une ao seu primo Leléo (Danilo Gentili) com um plano mirabolante, sequestrar Guto.
Apesar de algumas dificuldades, o plano da certo e Leléo e Deco comaçam a conviver com Guto, mas, eles não contavam que Zoé desse inicio à uma campanha para procurar Guto, cujo não surtiu muito efeito.
Cercado de referências à cultura pop, com participações especialíssimas como Sidney Magal, Marcelo Tas e a quase indescritível Elke Maravilha, a história em si infelizmente não se desenvolve muito, os momentos de humor ficam por conta das participações de Leléo, aquele primo chato e inconveniente que quase ninguém tem e os desmaios cada vez mais inusitados de Guto nas mais variadas situações.
A receita dessa comédia nacional que promete ser uma das mais eficazes quando o assunto é bilheteria, é simples, uma comédia romântica com o mesmo final feliz de sempre, porém, o que fica marcado na memória é a lembrança de um filme nacional muito bom que consegue unir um elenco de qualidade com nomes não tão requintados e sem muitos erros, um filme realmente gratificante de assistir que traz orgulho à todos os fãs, mostrando que o cinema nacional é muito mais do que filmes "cabeça" ou ações recheadas de palavrão e violência. Sem nenhum medalhão no elenco, Mato sem cachorro não precisará das cotas de tela para se manter no circuito, nos mostrando que o cinema nacional ainda tem esperança.
.:. 7,5 .:.
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